quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Pecado

 Acho que ainda não me apresentei formalmente. Infelizmente, imprevistos pessoais (Como a fuga de minha humilde casa, nos arredores de Limberry), me impediram de ter eu começado a escrever antes. Felizmente, meus amigos pessoais Toth e o grande Bahamut cuidaram para que esses textos não ficassem ás traças. Agradeço já a eles por terem decidido me ajudar nessa cansativa jornada.
 Sem mais delongas, e chamo Arazlan Jareth Durai. Minha formação (e algumas pesquisas que tenho feito e livros raros, antigos e atuais), me permitem vir aqui de forma didática, pra falar de história para vocês. Enquanto lorde Bahamut cuidará de religião e o Prof. Toth Momok TedKatthy cuida da astronomia. Haverão alguns outros, claro. Alguns já foram convidados pra participar da narrativa.
 Explicando a razão da pesquisa abaixo, eu achei que, antes de entrar em assuntos mais específicos, eu precisava contar a origem dos reinos e das aventuras. A razão de termos heróis.
 Boa leitura.

 "Não existem muitos registros do que havia antes, e os poucos que existem, são confusos, imprecisos e vazios. Mas prometo tentar ser imparcial e o mais claro que puder.
 Naquela época, não havia ainda grandes cidades. Um povoado aqui, outro ali, mas o medo do desconhecido impedia a todos daquela era de avançar, de colonizar, de expandir. As poucas pequenas cidades que existiam brigavam entre si, discutindo entre si pra quem era dono do que. E dentro das mesmas, famílias brigavam pra saber que era mais poderoso na região. Mas isso não mudou muito.
 Além disso, além das muretas que protegiam vilas e cidadezinhas, monstros, criaturas e horrores inimagináveis espreitavam da escuridão. Perigos, tesouros e segredos se escondiam nas matas, cavernas e pântanos.
  Inclusive, (segundo alguns textos confusos que beiram o misticismo), haviam os Outros. Pessoas que moravam na selva, em cidades de pedra brilhante. O quanto real essa história é não sabemos, mas os relatos falam de homens de pele, pelos e roupas brancos como leite, altos como árvores e dominavam poderes que os locais não entendiam. Magia, talvez? Diziam que eles vinham do céu, e alguns falam que eram anjos, ou demônios caídos. Qualquer que seja o caso, os povos locais os temiam, evitavam contato.
 Mas foi então que ele desceu. Nenhum dos relatos explica exatamente de onde ele viera, mas simplesmente chegou. Os mais religiosos consideravam ele "a punição dos deuses aos nossos pecados". Por causa disso, a alcunha "Pecado" está em todos os livros e tomos sobre aquela era. E não cabe a mim criticá-los, portanto também o chamarei assim. Mas independente de onde viera, ele desafiou todos a derrotá-lo: O desafio era descobrir onde ele estava, e impedi-lo, pois assim ele poderia julgar se os habitantes do planeta eram merecedores da vida.
 Desesperados, muitos abandonaram suas terras como heróis, partindo para o imenso desconhecido.
 Desbravaram florestas, combateram monstros, venceram obstáculos. Não é difícil de entender o porquê daquela jornada súbita: Uma vez, meu pai me contou que "O tigre acuado é o mais perigoso".
 Heróis, que saíram de suas cidades com pouco mais que as roupas do corpo, agora desbravavam o mundo, adquirindo riquezas e experiência.
 Um relato de Tenzen Ayame, de Spira, diz que fora na sua região que o monstro os aguardava.
 O relato do encontro e da batalha fica confuso e nublado nesta parte. Alguns dizem que o Pecado foi simplesmente derrotado. Outros, que ele foi selado, e dividido em inúmeros pedaços pra que nunca mais voltasse. Outros ainda, dizem que ele viu a união, a esperança e o apego a vida que aqueles pequeninos tinham, e resolveu por vontade própria partir, pro mesmo nada de onde ele surgiu.
 Independente do resultado, os aventureiros venceram, e viram que o mundo era bem mais que suas pequenas e isoladas vilas. Muitos morreram, é verdade, mas no final o mal fora finalmente vencido.  Agora os sobreviventes eram heróis.
 E a Era de Ouro dos Heróis tinha apenas começado.
 Antes de voltarem pra suas casas, os heróis fizeram um tratado. Eles poderiam expandir suas cidades e vilas até os limites dos colegas que ali estavam. Todos eles obedeceriam a Zest Cornell, o líder que comandou a batalha contra o Pecado. O documento até hoje existe, em estado precário. no castelo de Cornelia, capital do mundo(apesar de que hoje em dia, esse nome é mais figurativo que prático).
 Logo, as vilas se tornaram cidades,que se tornaram reinos, dividindo, em menos de cem anos, o mundo, muito parecido com o atual."

Arazlam J. Durai
Pesquisador, Historiador, Arqueologista e Teólogo
783 DP (Depois do Pecado).


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